Foto da capa: Antonio Augusto
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A
revista mensal da
Oficina de Informações
Ano III – Nº 24 – Setembro de
2001 |
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| ESPECIAL |
Para
onde vai a China • Nosso repórter Raimundo Rodrigues Pereira visitou a China, 25 anos depois da morte de Mao Zedong
Os países capitalistas
avançados crescem a taxas cada vez menores, década após
década. Os países capitalistas em desenvolvimento, como o
Brasil, patinam no crescimento lento ou na estagnação há
duas décadas. E, desde o final dos anos 80, as economias dos países
do ex-bloco soviético vêm sendo praticamente desmontadas.
Enquanto isso, a China cresce a mais de 8% ao ano, há mais de 20
anos, graças a reformas que deram mais liberdade aos camponeses
e promoveram uma ampla e controlada abertura para o exterior. Hoje, o país
tem a segunda maior economia do mundo, em termos do poder aquisitivo de
seu povo. |
| PONTO
DE VISTA |
| • Por trás do horror no centro do Império
Foram os próprios americanos,
acima de qualquer dúvida, que financiaram Bin Laden, apoiaram sua
organização e são, indiscutivelmente, a grande força
econômica e militar por trás da ascensão do governo
dos talibãs no Afeganistão. |
| BRASIL |
•
Passagem de Itamar
O PMDB está dividido e ainda
atrelado ao governo. Mas abre caminho para o governador de Minas disputar
a presidência. |
• Para por os pés
no chão
O grande Congresso de assistentes
sociais no Rio. |
| MUNDO |
• Fala, Preta!
Entrevista com Edna Rolland, a brasileira
que é relatora-geral da Conferência Mundial contra o Racismo. |
| CULTURA |
• A discreta elegância da violência entre nós
Em nome de uma suposta fidelidade
a Machado, o filme “Memória Póstumas” transforma a escravidão adereço e resulta num efeito conciliador. |
• Desde que o samba é samba?
Em “Batuque”, Ney Matogrosso interpreta
canções que marcam um ponto de inflexão da história música popular urbana brasileira, os sambas “modernos” do repertório de Carmem Miranda e os choros-maxixes “antigos”. |
• O olhar distanciado Em “Drummond – da rosa do povo à
rosa das trevas”, Vagner Camilo flagra o olhar distanciado do poeta em relação ao mundo
nos anos 50, acompanhado da consciência permanente do risco de conformismo. |
•
Excesso de Brasil
O espetáculo “Uma peça
de Pina Bausch” prima pelo exagero. Mas é aí que está
a genialidade da autora, que substituiu uma estética
crítica do Brasil, por uma estética de saturação
— imagens demais, natureza demais. |
| CIÊNCIA |
•Clones que fazem milagres
Um dos fatos científicos mais
importantes do ano foi o posicionamento dos cientistas em favor das pesquisas com celulas embrionárias, que prometem levar a cura para doenças atualmente sem solução. |
• Caroneiros de cometas
Já não é exagero
pensar que a vida na Terra foi semeada por micróbios nascidos muito
além de Plutão depois de viajar a bordo de um cometa, há
mais de 4 bilhões de anos. |
• Patentes contra o progresso Propriedade de genes é tão
absurda quanto Newton receber royalties pela Lei da Gravidade. |
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